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  • Escola na Matinha mostra a beleza da cultura afrobrasileira


    29/11/2012 às 10:01h
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    Mural temático mostra as diversas personalidades negras que contribuiram na consolidação de políticas afirmativas

    Reportagem: Danilo Guerra

    Fotos: Arquivo da Escola

    Colaboração: Profª. Railda Neves

    "África em Nós". Esse foi o tema de uma série de atividades voltadas para valorização da cultura afro-brasileira desenvolvidas por professores, estudantes e demais sujeitos educacionais na Escola Municipal Crispiniano Ferreira, instalada na comunidade Olhos D'Água das Moças, no distrito da Matinha. Dentre as manifestações artístico-culturais que marcaram o encerramento do projeto didático, realizado na tarde  da última terça-feira (27), o público foi presenteado com um show de negritude, resgate de auto-estima e afirmação identitária com a apresentação de coreografias com ritmos africanos e afrodecendente e da biografia de diversos personagens negros que estão mudando a história.

    A professora Railda Neves, coordenadora da atividade, considera a realização do projeto de singular importância por representar mudanças de paradigmas tanto na América (Estados Unidos) com Barack Obama, quanto no Brasil com o presidente da Suprema Corte, ministro Joaquim Barbosa. "As biografias de Obama e Barbosa apresentam-se como referência na vida do sujeito que muda a história e constrói novas trajetórias a partir do conhecimento e do reconhecimento dos que, no silêncio e na dor, deram substanciais contribuições para que esse novo tempo acontecesse", justificou a professora que também leciona História na unidade de ensino.

    Na avaliação da professora, a atividade auxiliou na percepção da resistência do povo negro desde o momento que foi tirado violentamente de sua terra até os dias de hoje "quando ainda é necessário reconhecer a falta de respeito às diferenças e as ausências nos diferentes espaços da sociedade. Em sala percebemos que as ausências são 'gritos calados' que querem fazer perpetuar o silêncio da história", avaliou Neves. Por conta disto, a escola, tem um compromisso peculiar na construção e no fortalecimento da afrodescendência. "Atuamos na desconstrução de valores que negam a africanidade do povo brasileiro, negação muitas vezes velada, camuflada na fala, nas piadas, nos padrões de beleza, dentre outras situações", reafirmou.

    Diversas coreografias de músicas com ritmo afro foram apresentadas

    A professora Irlete Cássia Magalhães Fontes, gestora 4 anos da instituição, disse que faz parte da proposta pedagogica da unidade desenvolver atividades permanentes de ressignificação da cultura afro reforçando a identidade dos estudantes enquanto afrodescente. "Estou muito feliz com tudo que aconteceu em nossa escola este ano. De inicio os estudantes foram um pouco resistentes, mas depois das atividades de conscientização, eles se tornaram sensíveis e deixaram de ser apenas objeto, e passaram a ser sujeitos dessa história cantada e contada por eles mesmos. Foi muito emocionante".

    Interdisciplinaridade

    Estudantes lembram biografias de importantes personagens negros no Brasil e no mundo

    As atividades foram desenvolvidas de forma articulada. As diferentes disciplinas do currículo escolar dialogaram dando mais vida e encantamento à ação educativa. Orientados pela professora Karine Risia, que leciona Geografia, os estudantes do 6º e 7º anos, lembraram o grande Milton Santos, baiano de expressiva contribuição e motivo de honra para nós baianos, e pouco divulgado. "Milton fez, dentre outras, a célebre afirmação: " A semente do entendimento está plantada e o passo seguinte é o seu florescimento em atitude". Outra figura também homenageada pelas turmas foi a profa, Railda Neves, personagem nessa matéria. A pró Railda, como é carinhosamente chamada por seus alunos, como mulher negra não poupa esforços na afirmação da identidade afrodescendente do povo brasileiro e do respeito as diferenças.

    A apresentação da capoeira, como simbolo de resistência, foi um dos pontos altos do "África em Nós"

    na disciplina de Língua Inglesa, a pró Andréia estimulou a tradução da letra de músicas de Reggae,cantada por Bob Marley e coreografada pelas alunas do 8º e 9º anos. A atividade contou com a brilhante participação da Ong Oduodára, que estimula a participação de jovens estudantes em suas atividade utilizando como critério de participação o bom desempenho na escola e o comportamento que valorize a cultura de paz. Em Artes, os estudantes do 8º ano aprenderam a produzir, com a professora Marcia, máscaras africanas exibindo a beleza singular do povo afro. O evento foi encerrado com uma grande roda de samba que contou com a participação de todos.

    Professores e estudantes se alegraram em roda de samba no salão da escola ao final das apresentações

     

       



    Comentários


    13/12/2012 as 22h21m
    Jonhatan ex-aluno escreveu:
    Foi sensacional esse projeto foi muito bom principalmente a roda de capoeira que eu participei que pena que esse foi meu ultimo ano lá mais tenho certeza que esse projeto foi uma bela forma de mostra que o negro é gente e preconceito não ta com nada .... Tenho muito a agradecer a os professores dessa escola ...
    14/12/2012 as 09h19m
    Luciana escreveu:
    Foi ótimo eu participei da dança da africa. Eu aprendi muitas coisas lá nesse projeto
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