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    27/11/2012 às 11:30h
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    Punir, ressocializar, integrar - qual a parte que me cabe neste latifúndio?
    André se emociona ao receber o prêmio pelo primeiro lugar no concurso

    Pois, em virtude da grande escalada da violência nos dias atuais, um clamor da sociedade que na punição dos presos a condição única para os mesmos não voltarem a cometer delitos, havendo quase que completa descrença na ressocialização, tendo em vista os altos índices de reincidência, o que acaba criando certa barreira para que cada um se veja como responsável pela mudança dessa realidade, com a criação de mecanismos para que da "exploração" dessa massa se extraia resultados positivos.
    Dentro de cada um de nós, enquanto ser humano, um sentimento inato pela prática da justiça própria. E quando nos deparamos todos os dias, quase que sistematicamente, com notícias de crimes tão bárbaros, os quais atentam contra direitos invioláveis da pessoa, como o de ir e vir e o de pelo menos viver, cresce em muitas pessoas o sentimento de que os indivíduos que cometem tais delitos devam ser tratados na mesma proporção, com punição severa, não lhes cabendo qualquer espécie de direito a não ser o penal, aceitando ou acreditando que um tratamento digno dado ao preso seja capaz de fazê-lo refletir e empreender esforços para se tornar digno de confiança da sociedade novamente.
    Além disso, ao se deparar com estatísticas que afirmam que de cada dez presos no Brasil que deixam a cadeia, sete voltam à prática da criminalidade, o cidadão e a cidadã acabam descrendo que haja possibilidade de ressocialização, passando a acreditar que as unidades prisionais são verdadeiras faculdades do crime, de onde os encarcerados, mesmo nessa condição, são capazes de comandar ações criminosas dentro e fora do cárcere.
    Outro fator preocupante, é que as pessoas acabam se enclausurando da forma que podem por medo dos criminosos que estão soltos e olham para os que estão presos como um latifúndio que mesmo sendo assistido com atividades laborativas, escolas, assistência médica, social, jurídica e religiosa, será capaz de dar uma reposta  que a sociedade espera e acabam transferindo unicamente para o Estado o dever, em especial de punir, não se dando conta de que o Estado é formado pelos cidadãos e cidadãs, estejam eles como governo ou comunidade e, assim sendo, todos acabam tendo o dever de promover a ressocialização e integração social do preso, fazendo todo o possível para fazer com que ele se sinta parte de uma sociedade organizada, mesmo tendo em algum momento quebrado tal ordem e volte ao convivo dela, respeitando e sendo respeitado.
    Considerando a abordagem mencionada, acreditamos que em virtude da escalada da violência fora e de medidas ainda infamas dentro das unidades prisionais na direção da resssocialização e integração do preso, um longo caminho a ser percorrido para fazer a sociedade acreditar que ao Estado cabe punir, mas a ele também cabe tratar o preso com dignidade e criar mecanismos para que o mesmo seja ressocializado e novamente integrado, salientando que esse Estado sendo formado por pessoas, cada uma tem o dever de cumprir a parte que lhe cabe e essa parte pode ser feita no dia a dia, no convívio da família e na sociedade, olhando o outro como uma pessoa digna, ainda que ela tenha cometido algum infortúnio na vida, dando-lhe o direito a se refazer do erro cometido
     

     



    Comentários


    27/11/2012 as 17h14m
    Layne Oliveira, via facebook escreveu:
    Entendo que trabalhar pela ressocialização das pessoas privadas de liberdade, seja por meio do trabalho, da educação ou da cultura, é, acima de tudo, demonstrar que existem pessoas preocupadas com o seu retorno ao convívio social. Para isso ocorrer de fato, é preciso o envolvimento da sociedade, buscando-se parcerias com setores público e privado. Esse trabalho realizado aqui em Feira de Santana é de muito louvor. Parabéns a todos da equipe e parceiros!!!!
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