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  • Aprovação da lei das cotas preocupa rede privada de ensino em Feira de Santana


    31/08/2012 às 01:18h
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    Por Danilo Guerra com colaboração de Luisy Nascimento

    Fotos: Guilherme Andriani

    Arte: Folha de São Paulo

    A lei que reserva 50% das vagas nas universidades federais do Brasil a quem cursou o ensino médio integralmente em escolas públicas foi sancionada na última quarta-feira (29) pela presidente da República Dilma Rousseff.

    Embora a nova lei passe a valer a partir do ano que vem, as federais terão até 2016 para reservar metade das vagas para os alunos de escolas públicas, "50% delas serão reservadas a negros, pardos e indígenas e os outros 50% a alunos de famílias com renda per capita de até um salário mínimo e meio", informa um trecho da lei.

    A medida vem dividindo opiniões nos quatro cantos do País, desde quando foi aprovada no Senado Federal. Em Feira de Santana, segunda maior cidade da Bahia, a notícia não foi bem recebida por diretores, coordenadores, professores e estudantes das escolas da rede privada de ensino fundamental e médio.

    Segundo Adriana Bulôs, coordenadora geral de uma escola particular da cidade, a política de cotas raciais e sociais não vai resolver o problema da educação no Brasil. Ela avalia que a maior deficiência está na qualidade da educação básica ministrada em instituições públicas. “Acredito que isso seja uma camuflagem, porque termina encobrindo o problema existente dentro das escolas públicas”.

    Ela também esclarece que o que parece ser bom pode ter efeito danoso. “A sociedade precisa perceber que não adianta abrir cotas se não houver políticas que melhorarem a qualidade da educação básica da rede pública. Se continuar assim a tendência é piorar”, advertiu a coordenadora.

    Na esteira desse pensamento, Everilda Sampaio, diretora de uma outra instituição privada, diz que as cotas reduz o número de vagas para os estudantes da rede privada nas melhores universidades Brasil, o que acaba preocupando o setor privado da educação.

    “Essa questão do vestibular é uma pressão muito grande para os adolescentes, imagine agora que ele terá 50% das suas chances reduzida? Então isso é uma preocupação para gente, principalmente com a saúde emocional desses estudantes”, questionou a diretora.

    Por conta da desvantagem apresentada pela diretora, estudantes da rede estão preocupados com seu ingresso no ensino superior. Joanderson Santana, aluno do 3º ano, diz que terá que estudar dobrado porque a concorrência pode aumentar com a redução das vagas. “Nós que somos alunos da rede particular saímos na desvantagem, porque como a concorrência é grande e com isso, temos que ter um empenho maior para conseguirmos a vaga”.

    Eliziane Morais, também da rede privada, diz que a aprovação da lei vai agravar ainda mais as lacunas existentes na educação básica desde tempos remotos. “Eu acredito que vai transferir o problema existente na base para as universidades. Eles pensam que vão resolver o problema com as cotas, mas, na verdade, o estão tornado mais grave”, ponderou a estudante de 17 anos.



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