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  • Inscrições em Aulões começam dia 4


    30.06.2012 23h35m
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    Na próxima quarta-feira, dia 4, começam as inscrições para os Aulões oferecidos pela Secretaria Estadual da Educação como forma de compensar o tempo perdido por conta da greve dos professores que dura 80 dias.

    Os estudantes que cursam o terceiro ano do Ensino Médio e 4º ano da Educação Profissional Integrada devem acessar o Portal da Educação (clique aqui) até o dia 20 de julho  para efetuarem sua inscrição nos aulões que serão ministrados pela equipe do professor Jorge Portugal.

    Segundo a Secretaria de Comunicação do Governo do Estado, o programa objetiva reforçar a preparação dos jovens para as provas do Enem e do vestibular. “Cada aluno fará uma única inscrição para participar de uma série de 16 aulões, que começam na próxima quinta-feira (7), em Salvador e em alguns municípios do interior e terão uma média de 400 a 700 alunos”, registra o texto da SECOM.

    O próprio estudante vai escolher o local onde pretende assistir às aulas. O critério para escolha será a ordem de inscrições. Caso o estudante falte a três aulões, perderá o direito à vaga. Neste caso, a secretaria vai chamar outro estudante do cadastro reserva.

    Interdisciplinar

    No total, serão realizados 384 aulões, entre os meses de julho e outubro, distribuídos em 24 localidades (13 em bairros populosos de Salvador e em 11 municípios). A lista completa, com todos os endereços também estará no Portal, na quarta-feira. Trinta e dois temas estão previstos pare serem trabalhados, nas áreas de matemática, linguagens, ciências da natureza e ciências humanas. As aulas vão ser ministradas por professores de maneira interdisciplinar e o projeto terá uma equipe de professores especialistas nas diversas áreas do conhecimento.

      



  • Estado demite dezenas de professores


    30.06.2012 10h33m
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    Cinquentasete professores do Regime Especial de Direito Administrativo (Reda) tiveram os contratos rompidos com o Governo do Estado da Bahia por não acatarem a convocação de retorno imediato às salas de aula, segundo informações da Secretaria de Administração do Estado (Saeb). O desligamento dos profissionais foi oficializado em divulgação no Diário Oficial do Estado de quinta-feira (28).

    No mesmo dia, foi publicado no documento o afastamento de três professores efetivos, com punição aplicada a eles de processo admnistrativo por indisciplina, de acordo com a Saeb. Os três serão punidos por adotarem comportamentos inadequados, como vandalismo e amaeças, ao tentar impedir aulas para estudantes do 3º ano do ensino médio do Colégio Thales de Azevedo, no bairro do Costa Azul, em Salvador.

    No Diário Oficial  de ontem (29), segundo a Saeb, outros 57 professores efetivos são convocados a se apresentar imediatamente para o retorno às salas de aula. Como a greve foiconsiderada ilegal pela Justiça, o governo convoca os profissionais. Segundo a Saeb, os professores em regime Reda foram demitidos porque, assim como aqueles que estão em estágio probatório, não podem participar de movimentos grevistas.



  • Ausências no debate com professores


    29.06.2012 09h32m
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    Ausências no debate com professores
    As galerias estiveram tomadas por professores, que acompanharam a sessão sem a presença de representantes

    A Sessão Especial realizada ontem na Câmara Municipal de Vereadores para tentar solucionar o embate gerado entre governo estadual e professores não teve o efeito desejado pelos organizadores da sessão. Nenhum representante do Estado compareceu ao evento, impedindo assim debates e até solução para a greve da classe que dura aproximadamente 80 dias.

    A Secretaria de Educação do Estado encaminhou nota à Câmara Municipal justificando a ausência de seus representantes. De acordo com o documento, os representantes estavam ocupados com os preparativos dos “aulões”, que tem data prevista para início no próximo dia 07 de julho. A leitura da nota arrancou críticas dos professores presentes nas galerias da Casa.

    Com a ausência do Estado, os representantes da classe expuseram suas dificuldades e confirmaram a falta de diálogo e acordo com a classe. De acordo com Marlede Oliveira, diretora regional da APLB, os professores têm consciência de que os alunos estão sendo prejudicados, mas afirma que os professores não podem aceitar a condição exposta pelo Estado. “O Estado nos prometeu um aumento de 22,22% no ano passado e até o momento essa promessa não foi cumprida. Nossa classe tem direito ao piso salarial e vamos lutar por ele. Wagner está jogando a educação no lixo. Nós pensamos que o governo dele seria diferente, mas não é. Ele é um truculento”, avalia Marlede.

    O vereador Marialvo Barreto (PT), organizador da sessão, diz que o objetivo da sessão foi abrir um canal de discussões entre as partes, até chegar a um acordo. “Ninguém queria ofender o Estado com esta sessão. Queríamos que o debate fosse aberto e se possível até chegar a um acordo ou proposta para os professores”, pontua o vereador.

    A sessão contou com apenas sete vereadores e o deputado estadual Targino Machado (PSC), porém professores lotaram as galerias da Casa.

     DOCUMENTO

    A discussão travada sobre a greve dos professores na sessão especial deverá ser encaminhada, através da ata do evento, à governadoria, para que possa chegar ao governador Jaques Wagner. A proposta foi feita pelo vereador Marialvo Barreto, autor do requerimento que resultou na convocação da sessão, e acatada pelo vereador Justiniano França, que presidiu os trabalhos. “Esperamos, com este documento, reforçar o apelo ao governador no sentido de que o Estado seja mais sensível nas negociações com a APLB e possa contribuir para um entendimento", disse o vereador petista.

    Marialvo negou que esteja havendo influência de partidários do DEM no movimento dos professores. "Temos observado esse tipo de especulação, mas não faz o menor sentido", rebate. Segundo o vereador, lideranças do sindicalismo e os professores que participam da greve não permitiriam envolvimento do Democratas.

    Quanto à sessão, ele disse que o convite foi aberto à sociedade. "Qualquer deputado que aqui chegasse seria bem acolhido. Não convoquei sessão para oposicionista fazer discurso. Quem fizer esse tipo de comentário vai ouvir desaforo", afirmou

    O vereador lamentou a ausência de representantes da Secretaria de Educação do Estado no encontro. Disse que tentou insistentemente falar com o secretário da pasta, Osvaldo Barreto, para convidá-lo pessoalmente, mas não foi atendido.

     

         

     



  • Morrem seis professoras grevistas


    28.06.2012 15h55m
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    Morrem seis professoras grevistas
    Germano lamentou o ocorrido e disse que uma missa será celebrada em memória das educadoras

    Durante os quase 80 dias de greve na rede estadual de ensino, seis professoras faleceram em Salvador e/ou Região Metropolitana. A informação fora dada, ao Professor Repórter, pelo professor Germano Barreto, presidente da APLB/Feira.

    Germano explicou que, mesmo não tendo detalhes sobre os incidentes, as educadoras foram vítimas de enfarto. “O filho de uma delas deseja que o movimento continue até o governo optar por conceder o aumento pleiteado, em memória da mãe”, completou Barreto.

    Por outro lado, ele fez questão de frisar que elas não faleceram, pura e simplesmente, por conta da greve. No entanto, as preocupações decorrentes dos acontecimentos envolvendo a paralisação podem ter contribuído com o agravamento no quadro de saúde das educadoras.



  • Câmara aprova Plano Nacional da Educação


    28.06.2012 13h53m
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    Câmara aprova Plano Nacional da Educação
    Câmara dos Deputados: aprovação também foi comemorada pela Campanha Nacional pelo Direito à Educação

    Após 18 meses de tramitação, a Câmara aprovou o Plano Nacional de Educação (PNE). A proposta, aprovada por unanimidade, inclui uma meta de investimento de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) em educação, a ser alcançado no prazo de dez anos.

     Esse era o ponto mais polêmico do projeto. Após muitas negociações, o relator Ângelo Vanhoni (PT-PR) apresentou um índice de 8% do PIB, acordado com o governo. Ainda assim, parlamentares ligados à educação e movimentos sociais pressionavam pelo patamar de 10%.

     Na reunião de terça-feira, 26, relator da matéria acatou um destaque do deputado Paulo Rubem Santiago (PDT-PE) que aumentava o patamar de 8% do PIB proposto pelo governo para 10%. Conforme o texto aprovado, a determinação é que se amplie os recursos para educação dos atuais 5,1% do PIB para 7%, no prazo de cinco anos, até atingir os 10% ao fim de vigência do plano. A proposta agora segue para o Senado.

    MEC afirmou, em nota, que a proposta aprovada equivale a dobrar em termos reais os recursos para a Educação nos orçamentos das prefeituras, dos governos estaduais e do governo federal. “Em termos de governo federal equivale a colocar um MEC dentro do MEC, ou seja, tirar R$ 85 bilhões de outros ministérios para a Educação. É uma tarefa política difícil de ser executada”, explicou o ministro Aloizio Mercadante.

    O MEC diz que estudará as repercussões e as implicações da decisão e aguardará ainda a tramitação do plano no Senado Federal.

    O PNE estabelece 20 metas educacionais que o país deverá atingir no prazo de dez anos. Além do aumento no investimento em educação pública, o plano prevê a ampliação das vagas em creches, a equiparação da remuneração dos professores com a de outros profissionais com formação superior, a erradicação do analfabetismo e a oferta do ensino em tempo integral em pelo menos 50% das escolas públicas. Todos esses objetivos deverão ser alcançados no prazo de dez anos a partir da sanção presidencial.

    A conclusão da votação do PNE, adiada diversas vezes, se deu em parte pela pressão dos estudantes que lotaram o plenário da comissão. Uma caravana da União Nacional dos Estudantes (UNE) e da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), com cerca de 200 alunos dos ensinos médio e superior, permaneceram na comissão durante toda a reunião pedindo a aprovação do projeto.

     “Nós soubemos que havia uma tentativa de adiar essa votação para depois das eleições, então nos entendemos que era fundamental ocupar o plenário para constranger e impedir que isso fosse feito”, explicou o presidente da UNE, Daniel Iliescu.

     Vanhoni disse que foi uma negociação difícil com o governo ao longo de toda a tramitação do plano, principalmente com a área econômica. A primeira versão apresentada pelo Ministério da Educação (MEC) previa um índice de investimento de 7% do PIB que posteriormente foi revisto para 7,5% até ser elevado para 8% na semana passada.

     “Quando recebi essa tarefa [de ser relator do PNE] pensei que não estivesse a altura, mas procurei conhecer profundamente todos os problemas da educação. Persegui construir um plano que pensasse desde o nascimento da criança até a formação dos doutores. Um PNE que não deixasse nenhuma criança fora da escola, mas que fosse uma escola diferente que pudesse cumprir um papel social de transformar as pessoas. O governo mandou um texto que não correspondia, na nossa visão, às necessidades do nosso país”, disse o deputado.

    A bandeira dos 10% do PIB para área é causa antiga dos movimentos da área e foi comemorado por estudantes e outros movimentos que acompanharam a votação. “Para nós os 10% [do PIB para a educação] é o piso para que o Brasil tome a decisão de concentrar investimento em educação. Vem uma década chave aí pela frente de oportunidades para o país com Copa do Mundo, Olimpíadas, pré-sal”, disse o presidente da UNE.

    A aprovação também foi comemorada pela Campanha Nacional pelo Direito à Educação, entidade que congrega vários movimentos da área e sempre defendeu que a proposta de 8% do PIB apresentada pelo governo era insuficiente. “A diferença entre os 8% e os 10% está basicamente no padrão de qualidade. É possível expandir as matrículas com 8% do PIB, a diferença está na qualidade do ensino que será oferecida que não fica garantida com o patamar defendido anteriormente”, comparou o coordenador-geral da entidade, Daniel Cara.

     FONTE: Estadão.Edu

     


  • Aulões em Feira


    28.06.2012 11h20m
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    Aulões em Feira
    Nívea Maria - Diretora Regional da Educação - Direc-02

    O plano emergencial para alunos do ensino médio da rede estadual baiana está em vigor desde a última segunda-feira. Esta é uma tentativa do governo de reverter o atraso de mais de 70 dias no ano letivo, período em que se estende a greve dos professores estaduais, que continua por tempo indeterminado. Por enquanto, a medida está valendo somente para Salvador e em Feira de Santana, de acordo com a coordenadora da Diretoria Regional de Educação (Direc), os “aulões” vão começar na primeira semana de julho

    Os “aulões” fazem parte de um plano emergencial que visa minimizar os efeitos da greve de professoresque dura 72 dias – no desempenho daqueles que prestarão o Enem e vestibulares no fim do ano. Cada "aulão" reunirá de 500 a 700 alunos, durante quatro horas, e terá conteúdos das áreas de matemática, linguagens, ciências da natureza e ciências humanas. Para isso, as atividades serão ministradas por 545 professores que atuam em estágio probatório, regime obrigatório de “avaliação”, que dura dois anos, 706 contratados pelo Regime Especial de Direito Administrativo (Reda), além de profissionais que não aderiram ou que encerraram a participação no movimento.

    O "Aulão Enem", como foi batizado, acontecerá em 13 bairros de Salvador e em 11 cidades do interior. Na Bahia, 72 mil alunos no terceiro ano, sendo 22 mil deles na capital. Em Feira, começam em julho.

    De acordo com Nívea Maria Oliveira, gestora da Direc, tudo será divulgado com antecedência e haverá inscrições para os alunos terem esse reforço. “Esse plano emergencial, que não é obrigatório e sim opcional para os alunos que vão realizar o Enem, deve chegar a Feira de Santana no primeiro sábado de julho (07)”, contou.

     GREVE

    A rede estadual de ensino em toda Bahia segue por tempo indeterminado com a greve que teve início no dia 11 de abril. Apesar dessa situação, em Feira e região cerca de 50% das instituições de ensino retomaram as atividades, conforme dados da Direc.

    Nívea Maria observa que o órgão não atende apenas o município de Feira de Santana.  “Nós abrangemos cidades como Gavião, Nova Fátima, Pintadas, Santo Estevão Ipirá, são 24 municípios. Nesse caso, tanto em Feira de Santana como nesses municípios, são 50% das escolas que retornaram às aulas”, afirmou.  

    Em Feira poucas escolasindependente da paralisaçãoseguiram com as atividades normalmente. “São João da Escócia, Paulo VI, Juiz Jorge, Agostinho Froes da Mota, essas escolas não pararam as atividades em momento algum”, observa Nívea Maria.

    Ela conta também que existem escolas que fizeram a greve de maneira parcial, ou seja, a escola funciona, mas alguns professores, dois ou três aderem à greve. João Barbosa, General Sampaio, Maria José de Lima Silveira (distrito de Maria Quitéria) essas aderiram à greve, mas retornaram as suas atividades nessa segunda feira.

    A diretora faz um apelo aos professores. “Eu avalio que esse não é um processo bom, principalmente para os nossos alunos, a perda maior com certeza é deles. Nós estamos quase nos 76 dias de greve e eu gostaria até de fazer um apelo aos nossos professores: que revejam a proposta do nosso governo para poderem tomar uma nova medida, e observar a vida dos alunos que necessitam deles, e que essa greve chegue logo ao fim”, pediu.

    Texto e fotoFolha do Estado



  • Caos e Esperança no ensino superior


    27.06.2012 10h33m
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    Caos e Esperança no ensino superior

    Diante da onda de greves que assola a educação nos níveis fundamental, médio e superior, o Profissão Repórter, na edição de ontem, 26, resolveu registrar e traduzir os anseios, os sonhos e as conquistas de estudantes que precisaram trabalhar muito para conseguir pagar os estudos em instituições de ensino superior espalhadas pelo Brasil.

    Foram histórias de jovens que nutrem a esperança de que o acesso ao ensino superior poderá trazer melhorias significativas na qualidade de vida. O programa também mostrou relatos emocionantes de bacharéis em direito que, anos, lutam pela aprovação no exame da OABOrdem dos Advogados do Brasilpara adquirirem o passaporte legal para o exercício do direito de advogar.

    Em contrapartida, o Profissão Repórter denunciou o caos instalado na Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ. Estudantes do curso de Medicinadesta instituiçãoproduziram diversos vídeos mostrando a situação vergonhosa em que se encontra o hospital da universidade que resiste a situação de completo abandono.

    Esses são os dois retratos da educação em nosso país. De um lado o sonho e a esperança alimentam a crença em dias melhores para a sociedade por intermédio da busca sofrida pelo diploma universitário. Do outro, o descaso da administração pública para com as universidades federais. Por conta deste e de muitos outros casos que ainda permanecem ocultados, é que protestam os professores destas instituições utilizando-se da greve como instrumento legitimo de de garantia de mais qualidade nas universidades e valorização profissional.  



  • Sessão discute greve


    26.06.2012 14h41m
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    Sessão discute greve
    Segundo Marialvo a Câmara Municipal não pode ficar na indiferença | Foto: ascom/Câmara

    A greve dos professores da rede estadual, que beira aos 80 dias e tem deixado milhares de estudantes sem aula em todo o estado, será discutida em sessão solene na Câmara Municipal de Feira de Santana na próxima quinta-feira, dia 28.  

    A partir das 8h30min da manhã, muitos deles vão ocupar o auditório da Casa da Cidadania para ouvirem seu legitimo representante, Germano Barreta, discursar, no plenário da Casa, sobre aquilo que a Delegacia Sindical Sertaneja, a APLB-Feira, chama de “justos e legítimos motivos da resistência heróica dos professores”.

    Segundo a AscomAssessoria de Comunicaçãoda Câmara, representantes da Secretaria Estadual da Educação também foram convidados a participar da sessão

    autor da iniciativa, Marialvo Barreto, que também é professor e pertence ao Estadodisse no plenário que o legislativo municipal não pode ficar indiferentes à questão, pelo contrário, é preciso “assumir uma posição propositiva para a solução do problema”, disse o vereador.



  • Educação Ambiental falha


    26.06.2012 00h43m
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    Quem não ouviu falar da Rio+20? Por duas semanas, representantes do mundo todo estiveram no Brasil discutindo soluções para problemas como a emissão de gases poluentes, o desmatamento, a carência de água potável e o descarte de lixo, entre outros temas cuja resolução depende, fundamentalmente, da formação de cidadãos conscientes e comprometidos.

    Mas o que as escolas têm ensinado sobre o assunto? Apesar de haver legislação sobre educação ambiental e materiais específicos produzidos pelo Ministério e pelas Secretarias de Educação, será que o conteúdo é trabalhado em sala de aula?

     Foi com essa inquietação que a bióloga Claudia Ferreira, também professora de metodologia de ensino ambiental, saiu a campo em escolas públicas de São Paulo.

     "Minha constatação foi de que no papel é tudo bonito, mas, na da sala de aula, o material é deixado de lado. Seja pela falta de habilidade e conhecimento do professor, seja pela infraestrutura do sistema", afirma a pesquisadora, que defendeu sua tese de doutorado sobre o tema neste ano na Faculdade de Educação da USP.

     Durante dois anos, 2009 e 2010, ela frequentou três escolas estaduais da capital paulista: acompanhou reuniões de planejamento pedagógico, conversou com pais, entrevistou docentes e assistiu a aulas que dão o cenário da situação.

    Exemplos

    Numa sala de 8.ª série (9.º ano do ensino fundamental), a professora de geografia pediu que os alunos lessem um texto sobre o Fórum Social Mundial e escrevessem sobre o tema. Em outra escola, a docente de ciências desistiu de levar os alunos da 5.ª série (6.º ano) ao jardim interno da escola, apesar da recomendação do material didático. Alegou que dava muito trabalho retirar 47 alunos da sala.

    casos, é claro, de professores que se esforçam bastante, explica a pesquisadora, mas mesmo assim não conseguem abordar o tema de forma que instigue os alunos. E o motivo não é o desinteresse prévio dos estudantes, mas o tipo de abordagem.

     "A criança e o adolescente são muito interessados, mas querem atividades que façam sentido", afirma Claudia. Na pesquisa, ela narra o caso de uma aluna que levou um caranguejo morto à aula de ciências. A partir do inusitado, a professora decidiu falar sobre os crustáceos e recebeu total audiência da sala.

     Infraestrutura

     O caso aponta a um outro problema frequente: a carência de laboratórios e de biblioteca com acervo diversificado. Sem esse aparato, dizem os professores, eles acabam por tratar o conteúdo de forma teórica e em salas superlotadas, que chegam a abrigar 50 alunos.

     Para mudar isso, diz a educadora, é preciso, antes de tudo, que os órgãos governamentais capacitem os professores e produzam os materiais pedagógicos tendo em vista as sugestões desses profissionais que vivem o dia a dia da sala de aula.

     Em segundo lugar, é preciso garantir que o tema perpasse o conteúdo de todas as disciplinas, conforme prevê a lei. "O diretor e o coordenador pedagógico não podem ignorar o tema. Eles precisam se responsabilizar em incluí-lo no planejamento anual", afirma.

     Por último, o aluno deve ser convidado para essa conversa, para que isso faça sentido na vida dele. O indicado é que a equipe administrativa e de professores, com a participação dos estudantes, faça uma sondagem de situações-problemas, de necessidades e de interesses específicos daquela comunidade escolar no que se refere ao temas ambientais. A partir daí, é natural que os desafios se traduzam em ações conscientes.

     "Em uma das escolas que visitei, um pai me disse: ?Meu filho aprendeu na aula e me ensinou como economizar energia no banho?. É isso. Quando faz benfeito, a escola afeta a comunidade, contamina todo mundo", conclui a pesquisadora

     

    As informações são do jornal O Estado de S.Paulo. 



  • Bolsa Família: registro da frequência escolar vai até dia 29


    21.06.2012 18h11m
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    O registro do acompanhamento da frequência escolar de alunos beneficiários do Bolsa Família precisa ser feito  até o próximo dia 29. São 17.862.388 alunos, entre 6 e 17 anos, que precisam comprovar a presença mínima em sala de aula em abril e maio. A contrapartida de educaçãoou seja, manter os filhos na escolaé um dos compromissos assumidos pelas famílias que recebem o benefício mensal do governo federal.

    O registro é feito pelas equipes municipais de educação no Sistema Presença do Ministério da Educação (MEC), com apoio dos estados. O MEC é parceiro do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) no acompanhamento da frequência escolar dos beneficiários do Bolsa Família.

    IdentificaçãoDia 29 também é o prazo para a identificação das escolas de 587.336 alunos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal e no Sistema Presença do MEC. Caso não seja feita essa identificação, as famílias podem ter o benefício bloqueado.

    As famílias que se encontram nessa situação estão recebendo mensagens no extrato mensal de pagamento do Bolsa Família. A expectativa é de que a mensagem no extrato, seguida do bloqueio para os casos em que a falta de informação permaneça até julho, mobilize as famílias a procurarem a o setor do Bolsa Família e do Cadastro Único no município e atualizarem a informação da escola dos filhos.

    Com a atualização, a situação da família é regularizada e o benefício, desbloqueado.

      



  • Técnicas da Secretaria da Educação visitam Redação do Folha


    21.06.2012 17h57m
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    Técnicas da Secretaria da Educação visitam Redação do Folha
    As técnicas receberam cerca de 30 exemplares do suplemento com o plano municipal da educação e valorizaram a iniciativa do Projeto Jornal nas Escolas | Foto: Guilherme Andriani

    Na última quarta-feira (20), duas técnicas da Secretaria Municipal da Educação visitaram a redação do jornal Folha do Estado. Rosana Fernandes Falcão e Conceição Vilas Boa, ambas pertencentes ao Departamento de Ensino Fundamental da respectiva secretaria, e membros, respectivamente, das comissões de elaboração e revisão do Plano Municipal da Educação, o PME de Feira de Santana.

    Por ser o documento que vai nortear as ações educativas no município de Feira pelos próximos 10 anos, Folha do Estado o publicou na íntegra e o distribuiu, na edição do dia 09 de junho, para todas as escolas municipais. Durante a visita, Rosana e Conceição receberam mais 30 exemplares do caderno, que serão distribuídos entre os membros das duas comissões

    Durante a conversa com o jornalista Danilo Guerra, elas abordaram a importância do projeto Jornal nas Escolas, desenvolvido pelo Folha do Estado em parceria com a Prefeitura Municipal, por intermédio da Secretaria da Educação.

    “Nós trabalhamos com cursos de formação continuada na área de leitura e entendemos que o projeto com jornais na sala de aula oportuniza o contato com diversas tipologias textuais e, dessa forma, o universo vocabular e literário dos estudantes é ampliado”, considerou Rosana.

    Vilas Boas disse que o projeto é importante, por conta da sua proposta em fomentar o hábito de leitura dentro e fora do espaço escolar. “A viabilidade do projeto consiste na formação de novos leitores e escritores. Por essa razão, é imprescindível estabelecer diálogos com o grupo de estudo sobre formação de leitores e alfabetização”.

    O Projeto Jornal nas Escolas foi lançado em maio passado. Na primeira edição do suplemento educacional, publicado no último dia 14, o Folha do Estado discutiu a questão ambiental na contemporaneidade, sobretudo no contexto de Rio+20, e seus impactos na cidade de Feira de Santana.  

       



  • Roza Angélica, de “professora-operária” a comendadora


    21.06.2012 17h51m
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    Roza Angélica, de “professora-operária” a comendadora
    A professora celebrou a conquista e dedicou a comenda aos seus familiares, amigos e alunos | Foto: Gleidson Santos

    Ela foi homenageada em sessão solene da Câmara, na noite de quarta-feira (20), ao receber a Comenda Maria Quitéria. Em sua explanação, Roza Angélica destacou a importância dos familiares e amigos para sua formação pessoal e profissional. Apaixonada pela construção civil e pela educação, Roza Angélica se autointitula uma “professora operária”.

    Bastante emocionada, ela disse que gosta “tanto de construir quanto de educar vidas” e, em seguida, agradeceu a Jesus Cristo, aos familiares, amigos, colegas de profissão, alunos, profissionais de imprensa, vereadores e autoridades civis e religiosas que se fizeram presentes.

    Justiniano, que presidiu os trabalhos, compôs a mesa, ao lado do professor José Raimundo de Azevedo, secretário municipal de Educação, (representando o prefeito Tarcízio Pimenta); Antônio Alves dos Santos e Florizia Queiroz Ribeiro, esposo e mãe da homenageada.

    Responsável pelo discurso de saudação à professora, Justiniano relatou que a homenageada é bastante conhecida na área educacional e social do município de Feira de Santana, com destacada atuação.

    O vereador a definiu como “uma humilde sertaneja e brava, como nossa heroína Maria Quitéria”. A homenageada, segundo ele, “é de colocar literalmente a ‘mão na massa’, na massa do reboco, para ajudar nas reformas das escolas”, disse.

    Ele salientou, por exemplo, que, no ano de 1995, a laureada construiu com as próprias mãos, como ajudante de pedreiro, a Igreja Noiva de Cristo, junto com a pastora Tânia.

    Informou também que, 15 anos, a referida professora conseguiu, com o apoio da comunidade, alterar o roteiro do ônibus escolar para que servisse ao povoado de Humildes, na época da gestão da secretária municipal de Educação, Vilma Simões.

    “Trata-se, portanto, de uma cidadã feirense de caráter ilibado, demonstrando ser digna desta homenagem, pois tem em sua vida 23 anos de serviços prestados como educadora no nosso município. E, com certeza, tem a disposição de servir por muitos anos ao nosso povo”, justifica Justiniano.

    Atualmente, Roza é diretora da Escola Municipal Mãe dos Humildes e acredita na “premissa máxima” do escritor português, padre Antônio Vieira: “A boa educação é moeda de ouro. Em toda parte tem valor”.

    Com informações da Câmara Municipal



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